quarta-feira, 2 de maio de 2012

Despedida Eterna

O dia mais terrível da minha vida foi quando minha avó faleceu em 2002. O dia começou de um jeito estranho... Estava chovendo. Mas não era uma chuva comum, parecia que as gotas caiam das nuvens, como lágrimas que escorrem pelos olhos de um recém-nascido, as árvores não se movimentavam como de costume e nem mais o barulho dos cães latindo eu escutava.
 As lágrimas rolavam molhando todo o meu rosto ao lembrar-me de uma de uma vida que teve um destino dos mais cruéis. Parecia que não ligavam mais para a dor de alguém que sofre a dor da perda de um ente tão querido e amado por muitos. Minhas lágrimas tinham ares de invisíveis. A dor que me consumia era terrivelmente dolente.
Então, escuto uma trilha sonora, penso ser até propositalmente, me fazendo crer que tudo estava ótimo e nada havia acontecido... Com uma simples canção chegava a hora da despedida. Todos se abraçavam ao ver a descida do caixão em uma cova sombria e gélida. É então a última partida, de uma companheira de batalhas vencidas e perdidas, de uma amiga, uma irmã, uma simples avó que sempre protegeu e amou a todos.
Cumpre-se assim o ciclo da vida. Minha avó passou como uma chuva de verão, deixando um vazio no coração, e só a lembrança, boas recordações ficaram. “A vida me ensinou a dizer adeus as pessoas que amo...”

 L.J.Q.S.

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