quarta-feira, 11 de abril de 2012

Querida Infância

Minha infância foi muito boa, eu era bastante sapeca, mas ao mesmo tempo era “quietinha”. Na escola tinha várias amigas, sempre fui a palhaçinha da turma, adorava fazer com que os colegas se divertissem com minhas piadinhas.
Tinha uma professora que não gostava muito de mim, pois durante suas aulas eu gostava muito de bagunçar. Todos da turma a odiavam, principalmente eu. Era uma velha gorda e muito chata, chamavam-na por vários nomes como Free Willy, Bola de Neve, dentre outros. E adivinha quem inventava esses nomes engraçados? Eu. Ela ficava com muita raiva e todos riam do meu atrevimento.
Quando acabava a aula, era uma alegria, todos correndo como loucos para irem embora assistir televisão e descansar, e quando fosse a tarde ir brincar. Ah, como eu amava quando chegava a tarde, porque chamávamos os amigos para brincar de bola, pipa, bolinha de gude ou pique esconde.
Minhas amigas reclamavam porque eu não gostava de brincar de boneca. Não tinha paciência para pentear cabelo de boneca e muito menos para fazer penteados. Cachinhos, trancinhas e colocar fivelinhas, achava tudo isso uma perda de tempo.
            Adorava mesmo era juntar uma turminha, para pegarmos frutas em cima das árvores - escondidos dos donos. Era uma farra! Todo mundo correndo com medo que alguém descobrisse as nossas travessuras.
Naquele tempo a minha única preocupação era perder o desenho que eu mais gostava. Amigos falsos? Não sabia nem se existia. Os amigos eram verdadeiros, mal se ouvia falar em falsidade. Namorado? Nem pensava nisso, quando via aqueles beijos nas novelas, sentia nojo, me perguntava todo dia como as pessoas tinham coragem de fazer algo tão nojento. Celular e internet? Para quê? Se o que nós mais gostávamos era correr, pular, dançar, tomar sorvetes... O que importava mesmo era ser feliz.
Hoje em dia, tudo mudou! Mal vemos crianças brincando nas ruas. Cada dia que passa o mundo fica mais violento, crianças namorando com sete anos de idade e, o pior, várias meninas grávidas com doze anos de idade. Ninguém sabe mais em quem confiar. Internet, roupas de marca, celular... se não tiver é pobre, se torna motivo de piada para a sociedade.
Ahh! Que saudade do tempo que tudo era brincadeira, felicidade. Saudades da minha querida infância.
T.C.

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